sexta-feira, 12 de março de 2010

Tortura diária

Carnaval. É esse o nome do meu refúgio mais recente, abstrato; porém, seguro. Não é uma etapa extensa, em que eu possa desfrutar a longo prazo. Além disso, ele apenas me mantinha segura de que por um curto período, toda a dor, que me perfura, passaria... Afinal, o carnaval é a extenção do Reveillón, e é quando realmente começamos um novo ano. A alegria de um novo ano, desde às 00:01 do dia primeiro de janeiro, mantém-se até o fim do carnaval, quarta-feira de cinzas. Mas este ano, me incluí nas "exceções do carnaval".
Obviamente, aproveitei meu carnaval, apenas com o fato de rever amigos e desfrutar do mar e da areia todos os dias. Mas isso não foi o bastante, a dor permanecia, a cada segundo que se estendia, em meu peito. Perfurando e queimando cada vez mais. Essa dor é incomparável, só quem já sentiu sabe como é sentir esta dor eterna, que apenas ameniza, mas nunca se cura. Deixa lesões, que especialistas não podem examinar, médicos não podem curar e nem mesmo nós conseguimos nos ajudar. O único antídoto disso tudo é uma única pessoa. A pessoa, na qual tanta saudades sentimos, que machuca diariamente. As vezes a dor intensifica-se, e em outras ameniza, mas sempre nos corroendo.

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