Normalmente, o maior medo das pessoas é sentirem-se sozinhas, mas até hoje, quando me sinto de tal maneira, lembro de uma pessoa muito querida falando algo que, eu nunca tinha concluído: "Nós já somos sozinhos, nós sentimos sozinhos...”.
Pensando bem, isso é verdade. Não há uma maneira de não ser sozinho, mas há a maneira de estar sozinho, e há uma distinção.
Particularmente, me incluo na maioria das pessoas que temem a solidão; mas, em certos momentos, é a solidão o que mais procuro. Em momentos tristes ou de fracasso, por exemplo. Não sou alguém do tipo que gosta de chorar na frente dos outros, sinto-me vulnerável e frágil demais, talvez até ridícula. Então, minha saída é transmitir o oposto, como sorrisos ao invés de chorar e, quando permaneço só, em meu quarto, toda a máscara por mim criada, desaba. Assim como eu.
Às vezes, esse meu jeito me incomoda, ou até chega a me causar mal-estar. Mas ainda não aprendi a mudar.
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