"O amor é o ridículo da vida. Procuramos nele uma pureza impossível, que está sempre se pondo, indo embora. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."
- Agenor Miranda de Araújo Neto, Cazuza
"Escreva-me quando o vento desfolhar as árvores e os outros tenham ido ao cinema ,mas você ficar sozinha, pouca vontade de falar. Escreva-me, isso fará você sentir-se menos frágil. Quando nas pessoas encontrar, tão somente indiferença... Você não se esquecerá jamais de mim, e se não tiver para dizer nada de especial, você não deve preocupar-se, pois eu saberei entender..."
- Renato Manfredini Júnior, Renato Russo
Escolhi inaugurar meu blog com uma frase de dois compositores muito conhecidos e admirados no mundo da MPB, não por escreverem, realmente, músicas e frases muito significantes. Eu tenho ouvido muito músicas desses dois artistas e, como hoje, meu passado me assombrou, escolhi frases que tenham conexão com o que vivi.
Passei o dia desejando que o manto negro cobrisse o céu e eu, finalmente, não dormiria tarde e nem acordasse cedo. Mas eu tinha que arrumar meu quarto.
Textos e músicas escritas na época em que eu estava no ápice da minha ilusão amorosa, que logo desmascarei. Mas estou vasculhando fatos que fazem a ferida formada arder novamente.
Apesar de toda essa história, admito sentir saudades dessa minha época sentimentalmente masoquista. Não pelo sofrimento, mas pelo "dar e receber" amor, pela intensidade que vivíamos, pela diversão dos segredos alterados quando repassados, pelo conforto de alguém dizer ser seu e você ser dele.
As músicas voltaram a dançar nos meus ouvidos, penetram de maneira que eu posso sentir a dor da rejeição. Músicas que me enviara dizendo que recordava de mim, músicas que compus sobre você, conversas apaixonadas. Eu havia abandonado tudo isso e, sempre, o passado escolhe um momento com critérios perturbadores para voltar, e fazer-me sentir a ferida um dia cavada.
Apesar da queixa, que faço e todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida, as pessoas insistem na ideia de encontrar um amor ideal, ilusório Alguém que as ame incondicionalmente e eternamente, inclusive eu.
Mas, pergunto, por que é necessário todo esse sofrimento, essa dependência, essa busca interminável de alguém que nos ame incondicionalmente? Obviamente, que é muito satisfatório saber que a pessoa que você ama, ama você. Que vinte e quatro horas por dia e pessoa pensa sobre você e suas manias que a agrada, e vice-versa.
Entretanto, não seria melhor ser como qualquer animal? Ter parceiros apenas para relações com finalidade, não de prazeres, mas para não extinguir a espécie. Seria mais fácil e melhor, seríamos codependentes em relação à extinção da raça e nada mais. Sei que é um pensamento ignorante e sem "emoção", mas a dor de perder a pessoa que mais amamos é muito forte.
Além disso há pessoas que estão casadas e não sabem amar, na verdade não amam seu parceiro, apenas gostam muito, mas não é amor.
Eu presenciei uma história de 54 anos de amor incondicional de um casal que tornou-se um exemplo a ser seguido de casal no século XXI.
Porém, o que é amor? Será que todos degustam o "amar" ou serão pessoas específicas dominantes?
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