
Meu sentimento mais detestado me assombrou hoje. Apesar de possuir o mais belo dos nomes e ser a palavra mais valorizada por mim, não é um sentimento que me agrada.
Sim, eu optei em deixar você no meio do percurso. Você foi tudo durante todos estes anos. Minha amiga, minha ajuda, minha conselheira, minha protetora... Meu apoio.
Eu sinto saudades de você, não nego. Porém não posso fingir que, além de ser tudo o que eu precisei, você era tudo o que tumultuava meu mundo.
Nas tentativas de reerguer o seu humor, o peso que carregava-a me submergia e você nem se importava. Seu jeito introvertido me contagiou e parte de mim tornou-se como você. Introvertida, inquieta, intolerante, insatisfeita... Infeliz.
Mas, apesar de tudo, eu sabia que ter você duas vezes na minha vida não era um acaso qualquer. Haveria uma explicação. No entanto, tanto desgaste emocional gerou apenas uma conclusão: eu deveria me afastar de você.
Depois do episódio em que demonstrou tamanha desconsideração por mim, decidi afastar-me e tomar meu rumo.
E hoje, foi o dia em que senti saudades de uma pessoa amiga.
Uma pessoa que eu sabia o nome, mas não queria proferi-lo.
O nome de alguém engraçado, irritado, depressivo, diferente, intolerante, ouvinte, conselheiro, companheiro.
Alguém que preferi deixar para trás e, simular que todo o sofrimento que acumulo estaria com ele.
Hoje descobri que este alguém não me fazia sofrer, o que mais doía era a distância que entre nós existia e permanece intacta, no entanto não volto atrás da minha decisão já que tudo tem seus motivos e o motivo dessa pessoa ter participado na minha vida foi amadurecer-me de forma sofrida e dolorosa, porém mais rápida.
Costumávamos ser tão unidas que nos transformamos em únicas, mas concluí que tudo não passara de uma ilusão em forma de menina, que eu dizia ser minha amiga, mas que até hoje eu realmente desconheço.