"[O amor] é solitário andar por entre a gente.
É um não contentar-se de contente.
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade."
Monte Castelo - Legião Urbana
Cada dia que passa, meus pensamentos mortificam-me com meu passado e com meus amores.
Apesar de dúvidas amorosas pairarem sobre minha mente, meu amor por você é o único que é perpétuo, irrevogável e... Torturante.
Pensar no fato de estar submetida a ser sua vassala por vontade própria é irrisório e, intensifica-se, ao recordar de que há seu, completo, desprezo pelo meu ser. E é nessa condição que me encontro em desespero absoluto por viver nesta esquizofrenia constante.
Por que faz isso comigo? Para que vivemos nossas vidas deste jeito? Eu vivo tentando encontrar outra pessoa e, substitui-lo por alguém que me queira e esteja sempre por perto. Enquanto, sobre você, devo sempre omitir coisas e sofrer na maioria de meus textos, mas mesmo assim, você permanece indiferente em relação aos meus sentimentos por você.
Eu amo você, e sempre amarei. Não consigo negar este fato, capaz de ser errado ou de eu estar errada, mas não mantenho minha importância voltada à isso mas, à nossa relação. Em que sempre serei sua vassala e você, suserano.
Apesar de todo o sofrimento por você, meu orgulho debate-se dentro de mim e tento procurar outra pessoa para recompensar o amor que sinto por você, mas apenas uma pessoa será capaz de acabar com tudo isso e quem é, você já sabe.
terça-feira, 30 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Quando acordar, estarei lá.
"Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras”
Palavras ao vento - Cássia Eller
“Estávamos no banco de uma praça, não havia preocupações, apenas eu e você. Eu me deitava sobre o banco duro e, repousava a cabeça sobre suas coxas. Nós sorríamos um para o outro, nossos olhos brilhavam como gotas d'água refletindo o Sol. Seus dedos enroscavam-se entre os fios do meu cabelo e beijava minha testa. Frequentemente fazia cócegas em mim para ver meu sorriso, que tanto ama. Era tudo sincronizado como uma dança. Movimentávamos-nos como bailarinos apaixonados.
Era este o filme que vi por todas as noites antes de dormir, ouvindo nossa música. Meus sonhos eram apaixonados e românticos, como toda jovem garota.
O dia seguinte era sempre decorado com suas palavras ao meu redor, não importava onde. Declarações suas eram capa do me diário, a inicial de seu nome junto ao meu estampava a borda de minhas anotações, relacionava meu cotidiano a você e, tudo possível. Seu nome, sua voz, sua tez, os traços de seu semblante, seu toque... Nada saía da minha cabeça. Eu pensava que sabia o risco que corria, mas não era a realidade.
Certo dia, minha fantasia se autodestruiu. Nada mais era o mesmo: o azul do céu, a maciez das nuvens, o canto dos pássaros, suas declarações... Tudo se tornou real. Você amava outra e não a mim. Eu era seu segundo plano, não sua decisão. As declarações, por você, escritas não eram relacionadas a mim, mas a ela. Suas palavras encaixavam-se exatamente em sua história com ela, porém com a nossa também. Portanto, o amor diário transformou-se em dor.
Suas declarações a ela estampavam meu diário e, meu amor frustrado, minha face diante a solidão.
Nos primeiro dias, tornei-me uma morta-viva vagando pela escola. Sorrir verdadeiramente era meu maior desafio, mas minha maior esperança era nosso amor fortificar-se.
Meses passaram-se e mantínhamos um relacionamento distante e frio, cada um tomou o próprio rumo o, pelo menos, tentou. Conforme o tempo nosso contato foi perdendo-se e passamos a nos falar apenas, duas vezes ao ano. Os anos passaram e eu nunca amei alguém como você. Procurei por você em todos os lugares e ninguém sabia aonde tinha ido. Semana passada o encontrei, tentando procurar alguma reconciliação entre nós e vivermos o fim de nossas vidas juntos, porém você não me esperou.
Agora, estou sozinha neste mundo, todos se foram. Eu não me casei, não consegui permitir que, eu o ame e beije outra pessoa, isso não fazia parte dos meus planos. Nada fazia parte dos meus planos.
Você foi e me deixou. Trazendo aqui, parte de mim sobre seu descanso, minha vida sobre o físico, cuja alma pertenceu-lhe um dia; minhas saudades sobre meu eterno amor. Leve-me com você, e iniciemos uma nova vida do jeito que deveria ser levada.
Eu amo você, eternamente."
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras”
Palavras ao vento - Cássia Eller
“Estávamos no banco de uma praça, não havia preocupações, apenas eu e você. Eu me deitava sobre o banco duro e, repousava a cabeça sobre suas coxas. Nós sorríamos um para o outro, nossos olhos brilhavam como gotas d'água refletindo o Sol. Seus dedos enroscavam-se entre os fios do meu cabelo e beijava minha testa. Frequentemente fazia cócegas em mim para ver meu sorriso, que tanto ama. Era tudo sincronizado como uma dança. Movimentávamos-nos como bailarinos apaixonados.
Era este o filme que vi por todas as noites antes de dormir, ouvindo nossa música. Meus sonhos eram apaixonados e românticos, como toda jovem garota.
O dia seguinte era sempre decorado com suas palavras ao meu redor, não importava onde. Declarações suas eram capa do me diário, a inicial de seu nome junto ao meu estampava a borda de minhas anotações, relacionava meu cotidiano a você e, tudo possível. Seu nome, sua voz, sua tez, os traços de seu semblante, seu toque... Nada saía da minha cabeça. Eu pensava que sabia o risco que corria, mas não era a realidade.
Certo dia, minha fantasia se autodestruiu. Nada mais era o mesmo: o azul do céu, a maciez das nuvens, o canto dos pássaros, suas declarações... Tudo se tornou real. Você amava outra e não a mim. Eu era seu segundo plano, não sua decisão. As declarações, por você, escritas não eram relacionadas a mim, mas a ela. Suas palavras encaixavam-se exatamente em sua história com ela, porém com a nossa também. Portanto, o amor diário transformou-se em dor.
Suas declarações a ela estampavam meu diário e, meu amor frustrado, minha face diante a solidão.
Nos primeiro dias, tornei-me uma morta-viva vagando pela escola. Sorrir verdadeiramente era meu maior desafio, mas minha maior esperança era nosso amor fortificar-se.
Meses passaram-se e mantínhamos um relacionamento distante e frio, cada um tomou o próprio rumo o, pelo menos, tentou. Conforme o tempo nosso contato foi perdendo-se e passamos a nos falar apenas, duas vezes ao ano. Os anos passaram e eu nunca amei alguém como você. Procurei por você em todos os lugares e ninguém sabia aonde tinha ido. Semana passada o encontrei, tentando procurar alguma reconciliação entre nós e vivermos o fim de nossas vidas juntos, porém você não me esperou.
Agora, estou sozinha neste mundo, todos se foram. Eu não me casei, não consegui permitir que, eu o ame e beije outra pessoa, isso não fazia parte dos meus planos. Nada fazia parte dos meus planos.
Você foi e me deixou. Trazendo aqui, parte de mim sobre seu descanso, minha vida sobre o físico, cuja alma pertenceu-lhe um dia; minhas saudades sobre meu eterno amor. Leve-me com você, e iniciemos uma nova vida do jeito que deveria ser levada.
Eu amo você, eternamente."
sábado, 13 de março de 2010
Falsa imagem.
Normalmente, o maior medo das pessoas é sentirem-se sozinhas, mas até hoje, quando me sinto de tal maneira, lembro de uma pessoa muito querida falando algo que, eu nunca tinha concluído: "Nós já somos sozinhos, nós sentimos sozinhos...”.
Pensando bem, isso é verdade. Não há uma maneira de não ser sozinho, mas há a maneira de estar sozinho, e há uma distinção.
Particularmente, me incluo na maioria das pessoas que temem a solidão; mas, em certos momentos, é a solidão o que mais procuro. Em momentos tristes ou de fracasso, por exemplo. Não sou alguém do tipo que gosta de chorar na frente dos outros, sinto-me vulnerável e frágil demais, talvez até ridícula. Então, minha saída é transmitir o oposto, como sorrisos ao invés de chorar e, quando permaneço só, em meu quarto, toda a máscara por mim criada, desaba. Assim como eu.
Às vezes, esse meu jeito me incomoda, ou até chega a me causar mal-estar. Mas ainda não aprendi a mudar.
Pensando bem, isso é verdade. Não há uma maneira de não ser sozinho, mas há a maneira de estar sozinho, e há uma distinção.
Particularmente, me incluo na maioria das pessoas que temem a solidão; mas, em certos momentos, é a solidão o que mais procuro. Em momentos tristes ou de fracasso, por exemplo. Não sou alguém do tipo que gosta de chorar na frente dos outros, sinto-me vulnerável e frágil demais, talvez até ridícula. Então, minha saída é transmitir o oposto, como sorrisos ao invés de chorar e, quando permaneço só, em meu quarto, toda a máscara por mim criada, desaba. Assim como eu.
Às vezes, esse meu jeito me incomoda, ou até chega a me causar mal-estar. Mas ainda não aprendi a mudar.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Tortura diária
Carnaval. É esse o nome do meu refúgio mais recente, abstrato; porém, seguro. Não é uma etapa extensa, em que eu possa desfrutar a longo prazo. Além disso, ele apenas me mantinha segura de que por um curto período, toda a dor, que me perfura, passaria... Afinal, o carnaval é a extenção do Reveillón, e é quando realmente começamos um novo ano. A alegria de um novo ano, desde às 00:01 do dia primeiro de janeiro, mantém-se até o fim do carnaval, quarta-feira de cinzas. Mas este ano, me incluí nas "exceções do carnaval".
Obviamente, aproveitei meu carnaval, apenas com o fato de rever amigos e desfrutar do mar e da areia todos os dias. Mas isso não foi o bastante, a dor permanecia, a cada segundo que se estendia, em meu peito. Perfurando e queimando cada vez mais. Essa dor é incomparável, só quem já sentiu sabe como é sentir esta dor eterna, que apenas ameniza, mas nunca se cura. Deixa lesões, que especialistas não podem examinar, médicos não podem curar e nem mesmo nós conseguimos nos ajudar. O único antídoto disso tudo é uma única pessoa. A pessoa, na qual tanta saudades sentimos, que machuca diariamente. As vezes a dor intensifica-se, e em outras ameniza, mas sempre nos corroendo.
Obviamente, aproveitei meu carnaval, apenas com o fato de rever amigos e desfrutar do mar e da areia todos os dias. Mas isso não foi o bastante, a dor permanecia, a cada segundo que se estendia, em meu peito. Perfurando e queimando cada vez mais. Essa dor é incomparável, só quem já sentiu sabe como é sentir esta dor eterna, que apenas ameniza, mas nunca se cura. Deixa lesões, que especialistas não podem examinar, médicos não podem curar e nem mesmo nós conseguimos nos ajudar. O único antídoto disso tudo é uma única pessoa. A pessoa, na qual tanta saudades sentimos, que machuca diariamente. As vezes a dor intensifica-se, e em outras ameniza, mas sempre nos corroendo.
Amor, sua dor.
"O amor é o ridículo da vida. Procuramos nele uma pureza impossível, que está sempre se pondo, indo embora. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."
- Agenor Miranda de Araújo Neto, Cazuza
"Escreva-me quando o vento desfolhar as árvores e os outros tenham ido ao cinema ,mas você ficar sozinha, pouca vontade de falar. Escreva-me, isso fará você sentir-se menos frágil. Quando nas pessoas encontrar, tão somente indiferença... Você não se esquecerá jamais de mim, e se não tiver para dizer nada de especial, você não deve preocupar-se, pois eu saberei entender..."
- Renato Manfredini Júnior, Renato Russo
Escolhi inaugurar meu blog com uma frase de dois compositores muito conhecidos e admirados no mundo da MPB, não por escreverem, realmente, músicas e frases muito significantes. Eu tenho ouvido muito músicas desses dois artistas e, como hoje, meu passado me assombrou, escolhi frases que tenham conexão com o que vivi.
Passei o dia desejando que o manto negro cobrisse o céu e eu, finalmente, não dormiria tarde e nem acordasse cedo. Mas eu tinha que arrumar meu quarto.
Textos e músicas escritas na época em que eu estava no ápice da minha ilusão amorosa, que logo desmascarei. Mas estou vasculhando fatos que fazem a ferida formada arder novamente.
Apesar de toda essa história, admito sentir saudades dessa minha época sentimentalmente masoquista. Não pelo sofrimento, mas pelo "dar e receber" amor, pela intensidade que vivíamos, pela diversão dos segredos alterados quando repassados, pelo conforto de alguém dizer ser seu e você ser dele.
As músicas voltaram a dançar nos meus ouvidos, penetram de maneira que eu posso sentir a dor da rejeição. Músicas que me enviara dizendo que recordava de mim, músicas que compus sobre você, conversas apaixonadas. Eu havia abandonado tudo isso e, sempre, o passado escolhe um momento com critérios perturbadores para voltar, e fazer-me sentir a ferida um dia cavada.
Apesar da queixa, que faço e todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida, as pessoas insistem na ideia de encontrar um amor ideal, ilusório Alguém que as ame incondicionalmente e eternamente, inclusive eu.
Mas, pergunto, por que é necessário todo esse sofrimento, essa dependência, essa busca interminável de alguém que nos ame incondicionalmente? Obviamente, que é muito satisfatório saber que a pessoa que você ama, ama você. Que vinte e quatro horas por dia e pessoa pensa sobre você e suas manias que a agrada, e vice-versa.
Entretanto, não seria melhor ser como qualquer animal? Ter parceiros apenas para relações com finalidade, não de prazeres, mas para não extinguir a espécie. Seria mais fácil e melhor, seríamos codependentes em relação à extinção da raça e nada mais. Sei que é um pensamento ignorante e sem "emoção", mas a dor de perder a pessoa que mais amamos é muito forte.
Além disso há pessoas que estão casadas e não sabem amar, na verdade não amam seu parceiro, apenas gostam muito, mas não é amor.
Eu presenciei uma história de 54 anos de amor incondicional de um casal que tornou-se um exemplo a ser seguido de casal no século XXI.
Porém, o que é amor? Será que todos degustam o "amar" ou serão pessoas específicas dominantes?
- Agenor Miranda de Araújo Neto, Cazuza
"Escreva-me quando o vento desfolhar as árvores e os outros tenham ido ao cinema ,mas você ficar sozinha, pouca vontade de falar. Escreva-me, isso fará você sentir-se menos frágil. Quando nas pessoas encontrar, tão somente indiferença... Você não se esquecerá jamais de mim, e se não tiver para dizer nada de especial, você não deve preocupar-se, pois eu saberei entender..."
- Renato Manfredini Júnior, Renato Russo
Escolhi inaugurar meu blog com uma frase de dois compositores muito conhecidos e admirados no mundo da MPB, não por escreverem, realmente, músicas e frases muito significantes. Eu tenho ouvido muito músicas desses dois artistas e, como hoje, meu passado me assombrou, escolhi frases que tenham conexão com o que vivi.
Passei o dia desejando que o manto negro cobrisse o céu e eu, finalmente, não dormiria tarde e nem acordasse cedo. Mas eu tinha que arrumar meu quarto.
Textos e músicas escritas na época em que eu estava no ápice da minha ilusão amorosa, que logo desmascarei. Mas estou vasculhando fatos que fazem a ferida formada arder novamente.
Apesar de toda essa história, admito sentir saudades dessa minha época sentimentalmente masoquista. Não pelo sofrimento, mas pelo "dar e receber" amor, pela intensidade que vivíamos, pela diversão dos segredos alterados quando repassados, pelo conforto de alguém dizer ser seu e você ser dele.
As músicas voltaram a dançar nos meus ouvidos, penetram de maneira que eu posso sentir a dor da rejeição. Músicas que me enviara dizendo que recordava de mim, músicas que compus sobre você, conversas apaixonadas. Eu havia abandonado tudo isso e, sempre, o passado escolhe um momento com critérios perturbadores para voltar, e fazer-me sentir a ferida um dia cavada.
Apesar da queixa, que faço e todas as pessoas, pelo menos uma vez na vida, as pessoas insistem na ideia de encontrar um amor ideal, ilusório Alguém que as ame incondicionalmente e eternamente, inclusive eu.
Mas, pergunto, por que é necessário todo esse sofrimento, essa dependência, essa busca interminável de alguém que nos ame incondicionalmente? Obviamente, que é muito satisfatório saber que a pessoa que você ama, ama você. Que vinte e quatro horas por dia e pessoa pensa sobre você e suas manias que a agrada, e vice-versa.
Entretanto, não seria melhor ser como qualquer animal? Ter parceiros apenas para relações com finalidade, não de prazeres, mas para não extinguir a espécie. Seria mais fácil e melhor, seríamos codependentes em relação à extinção da raça e nada mais. Sei que é um pensamento ignorante e sem "emoção", mas a dor de perder a pessoa que mais amamos é muito forte.
Além disso há pessoas que estão casadas e não sabem amar, na verdade não amam seu parceiro, apenas gostam muito, mas não é amor.
Eu presenciei uma história de 54 anos de amor incondicional de um casal que tornou-se um exemplo a ser seguido de casal no século XXI.
Porém, o que é amor? Será que todos degustam o "amar" ou serão pessoas específicas dominantes?
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